O Marketing do Fracasso

A verdade sobre o empreendedor de sucesso
- por Anderson Chipak

O Marketing do Fracasso é um conceito que ajuda a demonstrar o que muitos empreendedores digitais vivem ao tentar trabalhar apenas pela internet.

Embora muitas das informações aqui sejam ilustrativas, elas representam exatamente a situação do marketing digital no Brasil.

Você se identificará muito com um personagem específico dessa história.

Quer saber qual? Continue lendo para descobrir.

Antes de continuar… Você precisa saber que algumas pessoas faturam horrores na internet enquanto que outras correm atrás de algo que nunca encontram.

Uma última coisa… Eu não estou vendendo nada aqui. Absolutamente nada. Portanto, fique confortável, relaxe e aproveite essa história.[...]

Um monge e seu discípulo seguiam caminhando pela montanha, em direção a um mosteiro onde permaneceriam por um ano. Com a aproximação da noite, procuraram um lugar onde pudessem ficar. Logo adiante avistaram uma casinha isolada, simples e rústica, onde morava uma família muito pobre. O monge pediu à família um quarto onde pudessem dormir e seguir viagem na manhã seguinte.

O dono da casa, muito solícito, ofereceu um pequeno quarto disponível, mas se desculpou por não ter cama nem nenhum tipo de conforto. Era apenas um chão forrado de palha. O monge disse que só aquilo já estava ótimo.

Na manhã seguinte foram tomar o café. À mesa havia apenas um pouco de leite, queijo e um mingau ralo. Novamente o dono da casa se desculpou por não poder oferecer uma refeição melhor e o monge respondeu dizendo que, para eles, aquilo era um banquete. Enquanto comiam, o monge perguntou ao dono da casa:

– Neste lugar não há sinais de comércio ou trabalho. De onde vocês tiram seu sustento?

O dono da casa respondeu:

– Ah, temos aqui atrás da casa uma vaquinha milagrosa. Ela nos dá muito leite todos os dias e, com isso, conseguimos fazer queijo, coalhada e mingau. E dessa forma vamos sobrevivendo.

O monge agradeceu a hospitalidade e, junto com o discípulo, seguiu viagem.

Haviam andado poucos metros quando o monge parou, deu meia-volta e contornou a casa. Logo à sua frente estava a vaquinha. Sem pensar, o monge a legou até o precipício e a jogou lá de cima. O discípulo, espantado e revoltado com o mestre, exclamou que ele havia acabado com a única fonte de sustento da família que os hospedaram tão gentilmente.

O mestre não disse mais nada e, em silêncio, foram para o mosteiro.

Passado um ano, o monge e seu discípulo resolveram retornar à cidade e, para isso, teriam que percorrer o mesmo caminho por onde passaram.

Descendo as encostas da montanha e com a noite se aproximando, resolveram procurar um lugar para passar a noite. Foram, então, em direção à casinha rústica da família que os hospedara antes.

Chegando lá, viram que o lugar estava diferente. A casa da qual lembravam não existia mais. No lugar, um belo casarão, bem pintado e decorado despontava na paisagem, juntamente com diversas carroças e um agradável jardim.

Chamaram pelo dono da casa e este os veio receber. Era o mesmo homem de antes, porém estava mais bem nutrido, feliz e suas roupas não eram os trapos de antes. Acolheu os monges com um largo sorriso e ofereceu-lhes um quarto que, desta vez, era maior, mobiliado e com duas camas confortáveis. Pela manhã, no café, serviram suco, frutas, pães, queijos, ovos e outras guloseimas. Enquanto comiam, o monge perguntou ao dono da casa:

– Neste lugar não há sinais de comércio ou trabalho. De onde vocês tiram todo seu sustento?

O dono da casa respondeu:

– Ah, ocorreu uma tragédia conosco há um ano. Nossa vaquinha leiteira, única fonte de sustento da família, se soltou e caiu no precipício. Entramos em grande aflição e nos vimos obrigados a procurar outras formas de nos manter. Assim, aprendemos a plantar e cultivar diversas frutas e hortaliças, começamos a fazer produtos próprios e comercializá-los lá na cidade. Graças à perda da nossa vaquinha, hoje temos uma vida muito melhor do que antes.

Para sua reflexão: “Quando alguém evolui, evolui tudo o que está à sua volta” (Paulo Coelho). “O destino não vem de fora até o homem, sai do próprio homem” (Rainer Maria Rilke, austríaco, poeta).[...]

Há 3 anos, no hall de um hotel, um grande empreendedor digital (hoje muito famoso) me contou essa história e me fez pensar sobre como estava a minha vida naquele exato momento.

Eu estava com um emprego estável, ganhando bem e relativamente feliz. Porém, eu não tinha a coisa mais importante para qualquer ser humano. Aquilo que nos faz viver a cada dia como se fosse o último. Aquilo que nos dá motivação para acordar pela manhã e dar pulos de alegria.

Eu vou falar sobre isso nos próximos parágrafos.

O que esse grande empreendedor digital falou tem uma ligação direta com o que outro grande empreendedor disse:

timferris

Essa frase foi escrita por Tim Ferris, considerado um dos maiores empreendedores do mundo e escritor do best seller “Trabalhe 4 Horas por Semana”.

Se ligarmos a história com a frase, podemos perceber que a grande maioria das pessoas é induzida a:

    1. Encontrar um emprego padrão, com salários padrão, aumentos padrão e promessas padrão. Aquilo que todo mundo faz.
    2. Quando a pessoa está em um emprego padrão, ganhando um salário padrão, ela fica acomodada e perde oportunidades que estão bem na frente delas. Elas não procuram novas oportunidades, afinal, já estão acomodadas com o que a sociedade impôs.

Essa frase também se encaixa perfeitamente nesse contexto:

assalariado

Essa frase foi criada por mim mesmo e descreve exatamente o que acontece com as pessoas assalariadas.

O grande problema do pensamento padrão (em que o ser humano tem que trabalhar como camelo) é que quando encontra um emprego “estável” acaba refém dele. Dificilmente largará seu emprego para aproveitar uma oportunidade. Sempre falará: “tenho que ver se compensa”.

O contrário acontece com um mendigo, que se tiver uma única chance com certeza a agarrará, pois não tem nada que o prenda.

A esses três pontos eu dei o nome de “O Marketing do Fracasso”. A sociedade faz o “marketing” e induz as pessoas a ficarem estacionadas na vida, sem oportunidades, sendo consideradas por grandes empresários e até pela própria sociedade pessoas “fracassadas”.

Eu criei dois personagens fictícios que representam exatamente o cenário do assalariado e do empreendedor de sucesso.

Você vai se identificar com um deles…

João

João tem 38 anos, mora em São Paulo e trabalha como corretor de imóveis e com marketing digital nas horas vagas, vendendo produtos como afiliado.

Ele tem um blog sobre leilão de imóveis na internet há 6 anos e realmente ama o que faz. Costuma dizer que é “pau pra toda obra”, pois faz de tudo um pouco: escreve, faz anúncios, cria imagens etc. É até difícil explicar.

Marcio

O segundo personagem é o Marcio, ele tem 33 anos, mora no Rio de Janeiro e é um ex-funcionário da Petrobrás.

Assim como o João, Marcio atua com marketing digital há 6 anos. Ele fundou a “MM Moda Masculina”, uma empresa de moda baseada na internet. No inicio teve muitas dificuldades, mas conforme foi aprendendo as verdades do marketing, passou a fazer isso de olhos fechados.

O papel de João

Durante suas férias, João se cadastrou nas listas de email dos maiores gurus da internet.

Ele recebia mensagens todos os dias pela manhã. Na época, algumas coisas eram totalmente certas:

  1. Ele não estava ganhando dinheiro nenhum.
  2. Ele iria morrer um dia (isso é inevitável).
  3. No dia seguinte ele receberia mais um “email incrível” em sua caixa de entrada, prometendo que ele ganharia dinheiro fácil.

… como ele estava sem dinheiro, ia na onda dos grandes “gurus do marketing”.

Todo dia tentava uma coisa diferente e todo dia ia dormir frustrado por não ter ganhado nada.

As promessas de ganhar dinheiro rápido eram tão tentadoras que João não conseguia resistir.

Cada produto que João comprava, cada email que ele abria, cada livro que ele lia o levavam para uma direção diferente:

  • Ele estava fazendo SEO
  • Ele estava escrevendo artigos
  • Ele estava construindo listas
  • Ele estava fazendo publicidade paga
  • Ele estava terceirizando serviços
  • Ele estava criando blogs
  • Ele estava criando produtos digitais

Ele era sempre um “candidato à oportunidade”. Tudo o que aparecia ele testava.

Toda e qualquer oportunidade que aparecia para João, ele parava tudo o que estava fazendo para mergulhar em um novo mundo de tentativas e erros.

…era como uma doença.

Em uma determinada época, João estava com mais de 10 projetos incompletos rendendo zero reais.

Ele sempre queria mais e mais cursos na esperança de ter resultados incríveis.

No final das contas…

… O lucro era miserável.

Depois de 3 anos de tentativas e erros na internet era de se esperar que João aprendesse com seus erros e evoluísse.

E foi isso que aconteceu.

Ele se tornou mais seletivo.

Não abria todos os emails, apenas os mais relevantes.

Não comprava todos os cursos, apenas os melhores.

Ele aprendeu a identificar os falsos gurus que ganham dinheiro às custas das pessoas e estava andando no caminho certo.

Em 2010 ele foi a um evento de SEO, aprendeu algumas técnicas novas e começou implementá-las em um novo projeto.

…ele fez exatamente o que os gurus diziam: criou artigos, fez SEO, organizou o blog, fez propaganda, criou uma sequência de emails e quase morreu do coração.

Fazia praticamente tudo.

Esse era seu novo problema, ele era “pau pra toda obra”.

Em 2010, João terminou exatamente como tinha começado: F####DO!

- Modelo de negócio?

- Pra que isso?!

- Eu faço de tudo, não preciso organizar minhas tarefas.

(assim pensava João)

… Depois de 6 anos de sofrimento, ele teve uma epifania (uma súbita sensação de compreensão da essência de algo).

… A ficha caiu.

João percebeu que a maneira como ele estava atuando era exatamente o contrário de Marcio.

Nesse momento, ele entendeu que era possível ganhar mensalmente o que Marcio já ganhava há vários anos.

O papel de Marcio

Marcio atua completamente diferente de João.

Marcio administra seu desejo de comprar produtos a todo o momento. Ele não é viciado. Consegue controlar o que compra e o que não precisa comprar.

Sua atenção é mais focada e seletiva. Ele administra seu tempo.

Marcio não cria negócios isolados em busca de dinheiro rápido.

… Ele constrói ativos que rendem dinheiro ao longo de vários anos e que permitem que ele use seu tempo para fazer coisas mais importantes.

Marcio constrói um negócio digital.

Marcio não procura resolver o problema de todas as pessoas do mundo, nem cria projetos sem qualquer sentido.

… Muito pelo contrário. Ele procura atender ao desejo ou resolver problemas específicos das pessoas.

Ele está em uma idade onde a melhor estratégia de marketing é atender às pessoas com necessidades bastante específicas.

Ele se tornou um verdadeiro empreendedor digital.

Se concentrou em construir um negócio online real, que tinha clientes que consumiam seu conteúdo frequentemente.

Clientes fieis são a base para um negócio de sucesso na internet.

Marcio também teve um momento de epifania, mas o que ele fez foi criar um modelo de negócio e trabalhar para construir uma base de clientes fiéis (muitos deles o acompanham até hoje).

Ele resolveu não trabalhar para ganhar dinheiro, mas para resolver o problema de seus clientes.

… Essa era a única maneira de o dinheiro chegar até ele automaticamente.

Somente em 2013 seu lucro líquido mensal foi de mais de 20 mil reais.

Agora ele ensina as pessoas a fazerem o mesmo. E os resultados são igualmente surpreendentes (mesmo que isso seja um pouco inesperado).

Conclusão

O João vê oportunidades como se fossem simples eventos – onde os resultados podem ou não acontecer (como num jogo de sorte).

O João é “pau pra toda obra e líder de ninguém”. É assim que João vive.

Cada treinamento é a brilhante resposta que ele esperava para ganhar muito dinheiro na internet (mas no final das contas o dinheiro nunca vem).

João não cria um modelo próprio de negócio digital, são os grandes gurus que empurram seus modelos goela abaixo.

João ganha alguns reais em um mês e nada em outro.

João vende produtos para produtores que não entendem nada do que estão falando porque eles se intitulam “gurus”.

Os resultados são sempre inevitáveis e imprevisíveis.

Marcio é diferente.

Ele entende que a construção de um negócio online é um processo, não um evento isolado.

É algo que exige trabalho contínuo.

O caminho pela frente não é fácil. Claro que não. Nem um pouco. Por isso é preciso ter disciplina.

Marcio está focado na geração de valor para sua audiência, fornecendo soluções concretas para o problema das pessoas.

Marcio está rodeado de pessoas de sucesso e humildes. Desde grandes empreendedores digitais a empresários de multinacionais.

Ele começou com a mentalidade certa e desenvolveu um negócio certo.

Bom, eu já disse o suficiente. Tenho certeza que você conseguiu entender.

Alguns empreendedores se identificam com o João. Eles procuram desesperadamente por uma formula para criar negócios online que os deixem podres de rico.

Quando eles ganham R$500,00 vêem isso como um grande sucesso. Ficam felizes e dispostos a seguir em frente.

Mas se não ganham nada – e isso quase sempre acontece – começam a chorar. Pedem reembolso e reclamam em fóruns e grupos de discussão. Existem milhares de Joãos por ai. Eles se sentem confortáveis com essa situação.

Alguns Joãos sabem conscientemente que são Joãos. Eles sabem que precisam mudar, mas continuam com suas velhas atitudes. Eles gostariam de ser como os Marcios – se soubessem como.

Ainda existem esperanças para os Joãos.

Os Marcios constroem negócios. Alguns Marcios constroem empresas que faturam mais de 6 dígitos por ano. Outras faturam mais de 7 dígitos por ano. E as gigantes conseguem faturar 8, 9 ou 10 dígitos por ano.

… Mas a essência dos Marcios é sempre a mesma. Construir um negócio online é um processo.

Os Marcios mais bem sucedidos são aqueles que:

  • Criam valor real para as pessoas (A Apple cria produtos incríveis para atender às necessidades das pessoas. A Microsoft cria produtos excelentes para atender às necessidades das pessoas. O Google entrega resultados diariamente para atender às necessidades das pessoas. Hoje essas são algumas das empresas mais valiosas do mundo por causa disso.)
  • Tem uma abordagem focada nas pessoas, não no dinheiro.

… O Marcio planeja tudo isso desde o inicio, mas na verdade ele não faz isso pensando em quanto ele pode ganhar, mas em quanto ele pode ajudar as pessoas – o dinheiro é uma consequência.

Quando mais o Marcio ajuda, mais reconhecimento ele terá e mais pessoas aceitarão um produto que ele oferecer.

Recentemente o criador do Facebook expôs sua filosofia pessoal para criar negócios na internet. Nela ele diz que seu papel é apenas orientar a empresa depois que ela passa a ser pública.

Ele apenas auxilia, pois quem diz o caminho que a empresa seguirá são os próprios usuários.

As novas regras do século 21 para os negócios são:

    • Nós não criamos serviços para ganhar dinheiro; nós ganhamos dinheiro para criar melhores serviços.
    • Nós não acordamos de manhã com o objetivo principal de ganhar dinheiro…
    • Cada dia mais e mais pessoas querem comprar produtos e usar serviços de empresas que acreditam em algo que vai muito além dos lucros.
    • Ao se concentrar em nossa missão e construir grandes serviços, acreditamos que vamos criar mais valor para as pessoas em longo prazo.

Consequentemente, o efeito colateral de mudar o mundo (e melhorar a vida das pessoas) é tipicamente ganhar muito dinheiro.

Para melhor ou para pior, Mark Zuckerberg, Steve Jobs, Warren Buffet, Bill Gates e milhares de empreendedores anônimos estão mudando o mundo nesse exato momento.

Não é surpresa que a maioria dessas pessoas são milionários ou multimilionários. Como eu disse, o retorno por mudar o mundo pode ser grande ($).

Ele pode fazer de você um milionário.

E tudo isso vem de encontro à coisa mais importante na vida de qualquer ser humano: a liberdade de tempo e dinheiro.

Um grande empreendedor certa vez disse: “Os milionários são o resultado da mistura entre escolha e atitude”.

Você é um João ou um Marcio?

Se você é atualmente um João – então precisa tomar uma atitude.

Mas o que você escolher, tenho certeza que será a decisão certa para você.

Tomei as decisões que tomei, porque naquele momento eu pensei que era o certo. Eu não sabia que era um João. Eu não sabia como pensar como Marcio.

Em 2011 resolvi mudar radicalmente meu pensamento. Decidi me tornar um Marcio. Esta foi a minha decisão. Para mim valeu a pena.

Eu escolho mudar a minha história. Eu escolho ser diferente. Eu escolho ter uma personalidade. Eu escolho manter os meus valores pessoais e nunca me vender.

Eu escolho mudar o mundo, mesmo que esse seja apenas o primeiro passo.

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E você? Tenha coragem de lançar os dados. Talvez essa seja a hora certa de fazer isso.